Tenho uma mania muito feia, e acho que grande parte dos leitores também tem: comprar um livro e deixá-lo largado. No meu caso, comprei O Instituto, de Stephen King, em agosto de 2020 (!) e só fui ler em março de 2024. Detalhe: só li porque minha mãe leu antes de mim e disse que era muito bom. E ela estava certa! Simplesmente adorei o livro, que se tornou um dos meus favoritos do autor.

Publicado originalmente em 2019 com o título The Institute, o livro começa com Tim Jamieson, um ex-policial da Flórida que, pelos acasos da vida, vai parar em uma cidadezinha minúscula chamada DuPray, na Carolina do Sul, onde começa a trabalhar como vigia noturno. Mas acompanhamos pouco desse personagem, porque logo a narrativa foca em Luke Ellis, um garoto de doze anos de Minneapolis. E se tem uma coisa que Luke não é, é comum. Seu intelecto avançado, que o fez passar em duas universidades, aliado a um poder sutil de telecinese, desperta o interesse de uma entidade secreta conhecida como O Instituto.

Na calada da noite, Luke é sequestrado, seus pais são assassinados, e ele acorda em um quarto que parece o dele… mas não é. Agora, a centenas de quilômetros de casa, o garoto prodígio se vê transformado em cobaia nas mãos de pessoas inescrupulosas, que pretendem usar seu cérebro para fins obscuros.

É no Instituto que ele conhece Kalisha, Nick e George. O que todos têm em comum, além da pouca idade, são os poderes mentais, telecinéticos ou telepáticos. Eles são mantidos na chamada “Parte da Frente” do Instituto, onde passam por uma rotina exaustiva de testes e injeções. A rotatividade de internos é alta: muitos vêm e vão em poucas semanas, sendo realocados para a misteriosa “Parte de Trás” do complexo. Junto aos novos amigos, Luke decide encontrar uma forma de escapar daquele lugar onde atrocidades são cometidas em nome de um suposto “bem maior”.

Nem preciso dizer que a história é bem elaborada e que os personagens são bem desenvolvidos. O suspense é constante, e muitas vezes é difícil largar o livro, Luke é um personagem cativante. A leitura foi uma delícia, apesar de alguns trechos um pouco maçantes e outros que trazem aquela típica vibe de “criança chatonilda” que o King costuma inserir em suas histórias.

No mais, O Instituto é um suspense psicológico excelente, com elementos paranormais, teorias da conspiração e, claro, as clássicas autorreferências de Stephen King. A edição brasileira foi publicada pela Suma, detentora dos direitos no país, com tradução de Regiane Winarski.

Nota: 👻👻👻👻👻

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