James e Amelia são dois adolescentes de 17 anos que estão interessados um no outro. Quando ele finalmente tem coragem de convidá-la para um encontro, os dois partem em uma pequena aventura que os levará a um mistério insondável.

Tudo começa nesse primeiro encontro, no qual os jovens fazem um passeio de canoa pelo lago. O cenário é deslumbrante, e logo eles chegam a um segundo lago, ainda mais belo. Ao adentrarem um caminho que parecia um túnel, eles chegam a um cenário diferente dos anteriores: um terceiro lago, menor em tamanho e beleza, com um cheiro peculiar no ar. Porém, é na água que eles encontram algo inexplicável: uma casa no fundo do lago, completa com portas, janelas e mobília.

Quem a construiu? Como ela permanece dessa forma? Sendo adolescentes curiosos, eles mergulham e começam a explorar o local várias vezes ao longo dos dias. Adquirem equipamentos, constroem uma balsa e passam a maior parte do tempo no local, desenvolvendo um relacionamento e descobrindo o amor, envolvidos pela magia daquela casa submersa.

Minhas impressões:

Essa foi a segunda obra que li do autor norte-americano Josh Malerman. A primeira foi o pós-apocalíptico Caixa de Pássaros, que adorei. Eu tinha uma expectativa muito alta ao começar este livro, provavelmente esperando um suspense à altura de Caixa de Pássaros. Porém, tão grande quanto a expectativa foi a decepção.

Trata-se de uma narrativa simples, de realismo mágico, com capítulos bem curtos. Aliás, a obra em si é bem breve, e foi por esse motivo (além da curiosidade) que li até o fim. A história promete, promete, promete, mas acaba “morrendo na praia”.

Não posso dizer que seja mal escrita, mas achei bem chatinho. É uma historinha simples, uma metáfora delicada para o amor, que até tinha potencial para se tornar algo maior, mas não entrega muito e tem um final bastante frustrante. Talvez funcione melhor para um público mais jovem (e que goste de romance), ou para quem aprecie realismo mágico (o que não é o meu caso), comigo não rolou.

A primeira publicação de Uma Casa No Fundo de Um Lago foi em 2016 (dois anos após Caixa de Pássaros), e a edição brasileira foi publicada pela Intrínseca em 2018, com tradução de Fabiana Colasanti.

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