A Dança da Morte (The Stand) é uma minissérie baseada no livro homônimo de Stephen King. Existe uma versão lançada em 2020, porém, aqui comento sobre a obra de 1994, dirigida por Mick Garris, com roteiro do próprio King. 

A história começa com uma grave pandemia que assola o mundo: uma gripe incrivelmente mortal que dizima populações em um curto período de tempo. Porém, existem pessoas completamente imunes ao vírus. Aí termina o sci-fi pós apocalíptico e começa o horror: sobreviventes começam a se encontrar e juntar-se em grupos, lutando contra um indivíduo que é a própria encarnação da maldade. 

São quatro episódios, com duração de 1h e meia cada. Pessoalmente, sem conhecer quase nada da obra, eu esperava algo mais voltado para a sobrevivência, com um toque sobrenatural, é claro, mas o resultado é puramente maniqueísta. Os “bons” se reúnem em torno de uma figura “divina”, representada pela Mãe Abagail (Ruby Dee), uma senhora bem idosa, a qual os personagens visitam em sonhos. 

Por outro lado, os “maus” se juntam a uma figura demoníaca (sem aspas, o bichão vem mesmo do inferno), que é Randall Flagg (Jamey Sheridan). Eles buscam eliminar os “mocinhos” e a comunidade que vêm construindo em Boulder, Colorado, além de consolidar seu poder autoritário em uma sociedade estabelecida em Las Vegas (bem propício, já que é conhecida como “cidade do pecado”).  

Stu Redman (Gary Sinise) no primeiro episódio, que conta como foi o contágio

A direção de Mick Garris é OK, algumas atuações são boas, com destaque para Stu Redman (Gary Sinise) e Lloyd Henreid (Miguel Ferrer). Entretanto, a maioria dos personagens ficou bem caricata. O primeiro e o último episódio são os melhores. O ritmo é lento quase todo o tempo, com diálogos e cenas que podem até funcionar bem no livro, mas que prejudicam a fluidez da adaptação. 

No geral, achei uma minissérie mediana e bem datada, às vezes até penosa de assistir devido à sua longa duração. A presença de um dualismo quase absoluto e o excesso de religiosidade com certeza foram os pontos mais negativos. Eu até tinha vontade de ler a obra que deu origem à adaptação, que certamente é melhor, mas, por enquanto, deixo quieto. Não foi dessa vez, King. 

A minissérie atualmente está disponível no streaming Paramount+.

Nota: 👻👻½

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