
O filme O Homem Bicentenário (Bicentennial Man), de 1999, dirigido por Chris Columbus, com Robin Williams no papel do robô protagonista em busca de sua humanidade, é um dos filmes que mais despertam a minha memória afetiva. Não só por contar com um dos meus atores favoritos, mas por sempre me deixar com aquele “quentinho no coração”. Mas, foi só muitos anos depois descobri que esse filme era, na verdade, baseado em uma obra literária: uma novela de mesmo nome, escrita por Isaac Asimov e publicada originalmente em 1976.
A narrativa gira em torno de Andrew, o robô adquirido pela família Martin. A princípio, ele realiza apenas tarefas domésticas, mas logo começa a produzir objetos de madeira e demonstra “gostar” da atividade, algo incomum (e até impossível) para os robôs daquela época. Aos poucos, sua personalidade vai se moldando com traços cada vez mais humanos, e Andrew embarca em uma jornada de autodescoberta que atravessa décadas, sempre tentando agir conforme as Três Leis da Robótica.
1.ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal. 2.ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entrem em conflito com a Primeira Lei. 3.ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
A obra é direta e concisa, sem enrolações. A prosa é agradável e a história, simplesmente incrível. Mais do que uma ficção sobre robôs, trata-se de uma reflexão profunda sobre o que nos torna humanos.
O Homem Bicentenário serviu ainda como base para o romance The Positronic Man (O Homem Positrônico, em tradução livre), escrito por Isaac Asimov em parceria com Robert Silverberg, publicado em 1993, ainda inédito no Brasil. A edição que li foi publicada pela Editora Aleph em 2023, com tradução de Aline Storto Pereira, disponível em formato físico e digital (li pela assinatura do Kindle Unlimited).
Nota: 👻👻👻👻👻 [❤️]








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